segunda-feira, 31 de março de 2014

FRANCISCO DANTAS: “Um escritor pós-moderno no Rio dos Siris”.


Por: Allan de Oliveira.
allantbo@hotmail.com

Fonte da foto: http://caobarbosa.blogspot.com.br/2013/02/caderno-de-ruminacoes-francisco-j-c.html

Francisco J. C. Dantas nasceu no engenho de um avô no município de Riachão do Dantas em 18 de outubro de 1941. É considerado um autodidata, por não ter tido a oportunidade de estudar em idade normal. Estudou supletivo, exercendo vida acadêmica no Curso de Letras-Português na UFS (Universidade Federal de Sergipe), somente, aos 30 anos de idade, destacando-se e se revelando um grande estudante. Fez mestrado e doutorado fora do Estado de Sergipe, trabalhou como professor da UFS. É considerada uma pessoa reservada por preferir viver de forma isolada, na busca de ambientes campestres como sua fazenda no município de Itabaianinha, palco que lhe serve de inspiração para a produção dos seus textos. Seu primeiro Romance, Os Desvalidos, fora lançado quando o autor estava com 50 anos.

Francisco Dantas é considerado um autor fiel à realidade e à cultura nordestina, influenciado pelos escritores Juan Carlos Onetti, William Faulkner, e Mario Vargas Llosa. Escreveu vários contos em jornais e revistas. Suas obras são consideradas pós-modernistas por causa da junção do popular com o erudito, característica própria dessa corrente literária.

No ano 2000, Francisco Dantas recebeu o Prêmio Internacional União Latina de Literaturas Românicas. É “consagrado pela crítica como um dos melhores autores da atual literatura brasileira. Seus três livros, Coivara da Memória, Os Desvalidos e Cartilha do Silêncio, foram bem recebidos e sua contribuição, portanto, está assegurada como uma das mais importantes dada por um sergipano ao Brasil”. (NASCIMENTO, p. 7)

Francisco Dantas recebeu também um prêmio na Itália ao ter concorrido com grandes romancistas, sendo reconhecido nos Estados Unidos, convidado a dar aula na Califórnia em 2000.

As principais obras desse autor são consideradas Coivara da Memória, em que é recriado o regionalismo brasileiro, e Os Desvalidos. Esses Romances podem ser considerados os que solidificaram a literatura sergipana.

Em Os Desvalidos, há como figura Virgulino Ferreira da Silva, O Lampião, que é visto como um homem normal e não um “monstro”, sendo a primeira vez em que o personagem histórico é visto dessa forma.

 
OBRAS:

Cabo Josino Viloso

Cartilha do silêncio

Coivara da Memória

Os Desvalidos

Sob o peso das Sombras

Caderno de Ruminações


REFERÊNCIAS:

NASCIMENTO, Jorge Carvalho de. Literatura Sergipana – Prosa (Antologia). Aracaju: SEED, 1998.

O Estadão – Retrato de uma terra. Francisco Dantas em sua fazenda no Sergipe. Disponível em: <http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,retrato-de-uma-terra-francisco-dantas-em-sua-fazenda-no-sergipe,878595,0.htm>. Acesso em: 10 de set. de 2013.

O Globo – O cru e o arcaico na obra de Francisco Dantas: Autor sergipano escreve sobre personagens em desacordo com seu tempo. Disponível em: <http://oglobo.globo.com/blogs/prosa/posts/2012/06/30/o-cru-o-arcaico-na-obra-de-francisco-dantas-452985.asp>. Acesso em: 10 de set. de 2013.

SKOOB – Francico Dantas. Disponível em: <http://www.skoob.com.br/autor/4528-francisco-j-c-dantas>. Acesso em: 10 de set. de 2013.



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